A música e o futuro

05 junho, 2009

Que tipo de música as novas gerações escutarão? Pergunto-me. Por vezes afirmo ter nascido na época errada. Fato. No entanto, que bom ter acesso ao velho e bom jazz e blues, MPB, samba, bossa nova – os verdadeiros. E em que tipo de aparelho vão escutá-la? Ah vitrola, pura nostalgia. Nostalgia do pouco que vivi. Medo do futuro musical. Da vitrola ao cd player, deste ao mp3, celulares, iphones.


Meus sobrinhos de oito, cinco, três anos daqui cinco décadas sentirão nostalgia ouvindo eguinha pocotó ou qualquer outra-coisa-parecida? Tempo que não volta mais. A música já não é a mesma. As novas tecnologias oportunizaram a convergência dos estilos musicais. Ouve-se de tudo, misturado, ao mesmo tempo. Sinto falta da essência musical nos pseudo-músicos da MPB, que mais parecem pop. E aqueles que insistem em dizer que pagode é o mesmo que samba? A maioria das composições atuais não é elaborada com a alma, como uma obra de arte.


Não digo que não há boa música hoje em dia, há sim. Os novos estilos surgiram com sabores diferenciados, composições que arrepiam, misturas interessantes. Então, salvo os artistas que compõem boas músicas, melodias, canções que nos remetem ao passado. Seduzem os ouvidos. Aplausos aos artistas que fazem arte e não atrocidades com as palavras e o mau uso dos instrumentos musicais. E um salve aos que cultuam boa música e podem levar, transmitir, repassar às novas gerações o que é boa música. Para que a música não se perca e não trave numa velha vitrola escondida em um museu, ou numa loja de velharias.

2 comentários e idéias:

Unknown disse...

Livia, a gente escuta cada coisa absurda hoje em dia!
O pior é que esse lixo fonográfico tem mercado.

Lucas Lima disse...

eu sou um ser muito musical, e me sinto "denegrido" hoje em dia, rsrsrsrs, ótimo post, gostei
bjs, e bons dias